O dia mais esperado da minha vida

Antes de contar como foi parto, preciso dizer que amei a homenagem da Keyla aqui no blog...eu li lá mesmo na maternidade...e fiquei muito emocionada! Vou guardar pra sempre essa história e com certeza eu não relataria de maneira melhor.

Bom, vamos ao parto...com 34 semanas de gestação, fui liberada para ficar sentada em casa e andar por aqui. Até fiz o meu chá de fraldas (assunto para outro post) e por 12 dias tudo correu muito bem. Porém no dia 15/5 à noite comecei a sentir contrações que me incomodavam um pouco mais, e eu logo percebi que estavam diferentes, pois já tinha contrações desde as 19 semanas. Elas vinham de 6/6 minutos...tomei meus remédios habituais para controlá-las e fui deitar. Umas 3:30h comecei a sentir cólicas durantes as contrações, que continuavam de 6/6min. Logo liguei para a minha médica que me mandou ir para a maternidade. Fomos para o Hospital São Luiz, onde pretendíamos fazer o parto e para onde fomos em todas as emergências. No carro, colocamos somente nossas malas e esquecemos as lembrancinhas, o enfeite da porta da maternidade, exames...Nesse mesmo dia, descobrimos que nosso plano não cobria parto de emergência no São Luiz, isso depois de planejar a gravidez inteira que o parto seria lá. Meu marido não quis arriscar e preferiu mesmo assim ir para o São Luiz, pois é mais perto e já estávamos acostumados. Chegando lá, fizeram o toque e eu estava com 1,5-2cm e no cardiotoco mostrava contrações de 3/3min curtas. Minha médica pediu que administrassem buscopan e soro e ficasse em observação para ver se as contrações passavam. Depois de 5horas, eu continuava com as contrações super dolorosas, mas de 10/10min e como não havia dilatação, minha médica não poderia fazer uma cesárea com 35 semanas de gestação. Fui orientada a voltar para casa e aguardar que as contrações ficassem mais fortes e frequentes. Assim foi feito...no dia 16 inteiro tive contrações de 10/10 min cravados, com duração de até 40 segundos. Aproveitei esse momento para colocar o quartinho em ordem entre uma contração e outra. Preparamos o moisés, abrimos os produtos que ainda estavam embalados e arrumamos o berço. No dia 17/5 às 4h, completando 30h de contração e nenhum minuto de sono, chamei o Léo e disse que não aguentava mais...e realmente estava insuportável! Como já tínhamos ido para o São Luiz no dia anterior esquecendo um monte de coisas, dessa vez nos preparamos e pegamos tudo.Para andar até o carro, quase morri! Dessa vez resolvemos ir para a Pro matre, pois sentimos que era pra valer. Quem já sentiu contrações do parto, sabe o quanto dói andar de carro durante uma...cada buraco faz a dor piorar 10x, o Léo tinha quase que parar o carro quando as contrações vinham. Eu sentia que eu não evoluiria para um parto normal e que o Davi já estava querendo nascer. Estava com medo que ele estivesse sofrendo!

Chegando lá, fui prontamente atendida, me fizeram o cardiotoco e o toque, dessa vez estava com 3cm e com contrações de 5/5min com duração de 1min. Estava no meu limite! Ligaram para a minha médica que imediatamente resolveu agendar a cesárea com urgência, seria só o tempo dela chegar no hospital e avisar sua equipe. Isso foi às 5h e o Davi nasceu às 7:20min. Por ser uma sexta-feira a maternidade estava lotada e eu não teria quarto imediatamente após o parto, por isso teria que ficar na recuperação anestésica até conseguir um quarto e tinham 4 grávidas na minha frentes. Mandamos SMS para nossos pais.
Me prepararam para a cesárea e após o Léo resolver a parte burocrática, subi para o centro cirúrgico. Meus pais não chegaram a tempo, mas consegui encontrar meus sogros antes de entrar na sala. Por incrível que pareça, esse dia foi o mais solitário da minha gravidez, primeiro porque antes da cirurgia fiquei um tempão sozinha no ps tendo as contrações, fiquei na recuperação anestésica por 5 horas sozinha e ainda quando fui transferida pro quarto, estava sozinha, pois minha família não foi informada que eu já estava indo pro quarto e eles imaginaram que demoraria mais.

Bom, a cesárea foi tranquila e rápida. Fizeram a raquianestesia, passaram a sonda vesical e o Léo entrou na sala. A sensação da raqui é uma coisa estranha, mas para mim, foi um alívio não sentir mais as contrações. Aliás, eu nem sei dizer se a anestesia dói ou incomoda, pois ela foi feita durante uma contração, que nessa altura do campeonato já estavam quase constantes de tão próximas. Depois da anestesia eu fiquei muito nervosa e tremia demais. Minha anestesista não amarrou meus braços, disse que não acha legal para as mães (muito fofa), mas o nervoso era tanto que eu fiquei com os ombros tensos e tremendo. Eu não estava acreditando no que ia acontecer! Eu só pensava: Como assim meu filho vai nascer? Meu filho finalmente? Vou conhecer o segundo amor da minha vida hoje? Aquilo tudo era surreal. O nervoso era tanto que o Léo queria conversar e tirar fotos, mas eu não conseguia me mexer...a fofa da anestesista ficou massageando meus ombros e me orientando a respirar fundo e relaxar. Uns 10 minutos ou 5, já não sei, minha médica falou que o Davi estava chegando, nesse momento a anestesista empurrou minha barriga para facilitar a saída e mais uma vez ela foi super delicada...o Davi então saiu e levantaram minha cabeça para eu vê-lo...e é aí que as palavras desaparecem. Nem sei o que dizer. Ele era lindo, meu maior sonho e após isso, finalmente relaxei. Foi um grande alívio o seu nascimento. Reparei logo que ele era pequeno mas eu mal sabia que isso era relativo, e quem já teve seu filho recém nascido em uma UTI sabe do que estou falando. Aliás, tudo é relativo em uma UTI! A pediatra me avisou que ele seria levado para outra sala, onde receberia os primeiro cuidados. Depois o trouxeram já embrulhadinho e com a touquinha, dei um beijo nele e o levaram novamente, dessa vez acompanhando pelo pai. Enquanto isso, a sutura foi realizada. Logo o Davi voltou em uma incubadora, e me deixara tocá-lo. Passei o meu dedo indicador no rostinho dele...e só consegui dizer: Oi, meu filho!

Rapidamente o levaram e o Léo foi junto. Passado tudo isso, eu fiquei tão tranquila que consegui ficar conversando com as médicas, enquanto finalizavam a cirurgia.
A parte mais chata mesmo foi ficar na recuperação anestésica por 5h...mas eu só conseguia pensar no Davi...nenhum incômodo era maior do que a dor de ficar longe dele. Depois de umas duas horas, meu marido ligou la no posto de enfermagem, para avisar que o Davi estava bem, mas que teria que ficar na UTI. Eu já estava preparada para isso e sabia que ele seria muito bem cuidado!

Às 13h fui encaminhada para o quarto e orientada a ficar na cama até as 15h, almocei e assim que pude levantar, tomei um banho, pois suei muito por causa da Ocitocina. Só eu mesmo, para morrer de calor depois de uma cesárea, né? Todas as mães com tremores e eu suando em bicas! Kkkkkk

Estar no quarto sem o meu filho, foi a parte mais difícil da maternidade, ainda mais com aquela televisão filmando o bercinho dele vazio do berçário que não desligava de jeito nenhum! Inclusive, no segundo dia, o Léo tirou o cabo e não tivemos mais que olhar para ela. Que coisa chata, né? Outra coisa que não gostei também, foi ter bercinho vazio no quarto...aquilo é de matar! Você olha pro berço e automaticamente lembra que seu filho não está lá.

Passada algumas horas no quarto, tive uma crise de choro, pois queria muito pegar o Davi no colo! O Léo me ajudou demais, dizendo que depois que eu o visitasse na UTI, eu ficaria mais tranquila, embora não entendesse como isso era possível, acreditei. Às 20h fui visitá-lo...e isso é assunto pra outro post,poispretendo voltar para contar um pouco dessa experiência.

Peço desculpas pelas palavras confusas, mas é muito difícil colocar as ideias no lugar com tudo o que está acontecendo...eu queria mesmo era registrar esse momento, que com certeza jamais será esquecido!

Algumas imagens para ajudar vocês a entenderem...

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7 comentários:

  1. Lindo e emocionante!
    Muita saúde pro Davi, pra vc e pro Léo!
    Já vi fotinha dele no face com uniformezinho do SP (amei afinal sou sao paulina rsrsrs) e ele é muito lindo e fofo!
    Parabéns minha linda pelo sonho realizado.
    Bjaum e uma ótima recuperação pra vc.

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  2. Parabens! Que Deus abencoe a familia toda! Bjs

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  3. Oi Gabriela! Muito obrigada e amém! Bjs, Van ;)

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  4. Oi Cá! Emocionante mesmo! O Davi é tricolor desde que era só um sonho...kkkkk. O pai tava td orgulhoso do filho...pena que a enfermeira que trocou ele era corintiana...kkkkk...o Léo não gostou não...o Davi nem se fale, que chorou o tempo todo...jkkkkkk. Obrigada pela msg! Tudo de bom pra vc no novo apê com a sua família! Bjs, Van;)

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  5. Uohhhh... O Davi é muito fofo!

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