Diário de bordo: O hotel de Paris



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É difícil encontrar alguma cidade na europa que não seja simplesmente demais. Não existe. Paris não é diferente! Mais uma cidade de tirar o fôlego.
É tudo o que falam, é tudo o que vemos nos filmes, é tudo.

É romance puro. É doce, alegre e pode ser um tanto caótica para quem não entende e fala francês. Mas posso dizer que os franceses foram muito educados com a gente. Eu comprei um livrinho pra aprender algumas frases em francês, já que haviam me dito que francês não gosta de falar inglês com turista. Aprendi as frases principais, mas a mais importante certamente foi: Je ne parle pas français! Isso mesmo, eu pedia bebida, comida e outras coisnhas em francês, mas quando eles me respondiam soltava logo um Je ne parle pas français!. Porque simplesmente eles falam muito rápido! Algumas palavras do francês são parecidas com o português e por dedução você acaba entendendo, mas quando juntam um monte de palavras...afeee, desastre total.

Uma dica: além dessa frase, aprenda os números, o que já está de bom tamanho! O resto é Merci pra lá, cafe au lait pra cá e assim vai...

Em alguns lugares é possível falar em inglês, e então respirar aliviado, como por exemplo no hotel. Nossa recepcionista era muito simpática e mandava bem no inglês, o que pode ser um alento, na frança.

Ficamos em Paris, próximo a praça de La Republique. Tivemos que dormir a primeira noite em um hotel e depois ir para o outro, onde ficamos o maior período, pois o hotel tem que ser perto da empresa dele e este estava cheio no nosso primeiro dia lá. A distância entre os dois hotéis era de mais ou menos 1km. No dia seguinte cedo, o Leo foi trabalhar e pedimos ao recepcionista um táxi para que eu pudesse fazer o check-in no outro hotel. Ele falou: para a distância que você que percorrer, nenhum táxi virá. Em outras palavras: Vão à pé, seus folgados!
Ah tá! Imagina eu e o Leo com não sei quantas mil malas, pois já tínhamos passados alguns dias em Madrid, andando pelas ruas, algumas em obras, por um quilômeteo inteiro. Sério, achei que ia perder os meus braços! Kkkkkk. Achei engraçado o fato de não conseguirmos um táxi! Na verdade, um absurdo...mas...vamos respeitar a cultura, certo?

O hotel que ficamos não é um hotel escolhido por turistas, uma vez que não estávamos lá a passeio, é um hotel para executivos/proletariados que vão trabalhar na cidade. Lá em Paris tudo é pequeno, mas muito charmoso e moderno. Os dois hotéis que ficamos tinha o estilo moderno, com corredores minúsculos e cheirosos.

O segundo hotel que ficamos o Le Generale, foi o hotel mais fofo que fiquei na europa. É um hotel 3 estrelas, com excelente atendimento. Claro, que o fato do Leo estar em nome de uma empresa ajudava, né? Pelo menos foi o que senti. O quarto era pequeno, com uma cama king-size, uma tv, um dock station e uma máquina de café (amooooo). No banheiro, shampoo, condicionador, sabonete e hidratantes L'occitane, um aquecedor de toalhas (sim, faz muuuuuuito frio em Paris), um patinho fofo sobre a toalha e um azulejo um tanto quanto romântico.



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rua do hotel



20120909-161037.jpg Recepção do hotel

Para nos receber, uma maça verde gigante nos travesseiros.
Pedíamos o café da manhã no quarto todos os dias e era essa delícia que vocês podem ver na foto. O melhor croissant que eu já comi na minha vida, ele derrete na boca.



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Falando nisso, francês adora pão! Ao andar pelas ruas não se surpreenda ao ver uma pessoa com uma baguete, sem embalagem nenhuma, embaixo dos braços e ainda pegar um pedaço e comer, enquanto lê um livro, esperando do metrô. Não é encantador? Cena de filme.

Eu tive que ir ao mercado, comprar minha baguete, uns queijos e um vinho para viver um pouquinho a rotina do francês. Sem esquecer do café. Ai gente, eu deveria ter nascido nesse lugar!

Além do metrô, a bicicleta é muito utilizada pelos franceses. Você aluga a bicicleta em um ponto e devolve em outro, assim como em outras cidades da europa. Basta um cartão de crédito e se não me engano os primeiros 30 minutos não são cobrados, ou seja, só será debitado do seu cartão a partir desse período. A cidade é plana, mas para turistas acho um pouco complicado se arriscar nas bicicletas...você fica meio sem saber onde andar quando acaba a ciclovia...mas num domingo eu diria que é possível sim.

Em Paris você encontra também muitos mendigos e pedintes. Tem umas senhoras que ficam ali perto do obelisco, que abordam as pessoas e perguntam se tal anel de ouro é seu. Quando você fala que não, ela fala que você pode ficar, mas pede um trocado. E elas são tão chiques que arranham um inglês legal. Claro que não caí nessa, mas pelo menos treinei o meu inglês :)

A cidade é encantadora e por isso separei alguns posts para falar dela...no próximo domingo tem mais!

E vamos a mais uma semana!

Bjs,
Van ;).

2 comentários:

  1. Também adoro Paris!!
    E concordo com o "deveria ter nascido lá"...
    Adoro esses posts fazem reviver momentos maravilhosos!!
    Bj e ótima semana

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  2. É demais, não é? Um sonho e dá muita saudades...e eu definitivamente deveria ter nascida lá! Que bom que curte esses posts...pois eu adoro fazê-los! Bjs,
    Van ;)

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